O confronto
Publicado em 17/03/2008 00:00:00
“ROGO-VOS, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados...” Efésios, 4:1.
Outro dia estava a pesquisar algumas informações na Internet e me deparei com o site da Missão Portas Abertas. Me vi diante de palavras, fotos e vídeos que mexeram comigo e por causa disto me confrontaram.
Eram relatos de irmãos que foram perseguidos, ameaçados, presos e, mortos...
Não, não é um erro de digitação, este espaço é para expressar um pouco do pesar que me sobreveio, não só pelos amados que nem conheço pessoalmente e que jamais havia ouvido falar. Este espaço em branco está cheio de melancolia pelos amados que sofreram ou sofrem ou que já estão no Senhor por causa da ação maligna do inferno contra o povo de Deus... e vergonha por mim e meu comodismo, e a falta de coragem, pela qual muitas vezes fui acometido.
Então, uns dias depois, ouvi do Pastor Castilho este versículo:
“Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar.” João 9:4
Na reunião dos pastores com os doze da primeira geração a Pastora Eliane ministrou sobre a parábola dos talentos (Mateus 25:14-30)...
De tudo isso que o Senhor me trouxe através da Internet e da ministração da Palavra pelos pastores só posso tirar algo que parece óbvio demais; Talvez por ser tão óbvio acabe sendo ignorado: Temos um chamado, temos um trabalho, temos uma mensagem, temos uma ordem: IDE...
Então por que não vamos? Por que nos preocupamos tanto com as nossas necessidades e fazemos nada ou quase nada para o Reino de Deus.
O Senhor nos confiou seus bens: a sua criação; vidas humanas, que como igreja devemos conduzir a sua Santa presença. O Pai nos dá este tempo que vivemos; ainda podemos trabalhar. Então desembaraçados das nossas preocupações com a nossa vida, do que havemos de vestir ou comer, como moraremos ou andaremos, temos de fazer a obra.
Não podemos mais nos conformar com este mundo, mas agir com ousadia invadindo os territórios inimigos. Invadindo primeiro com oração, para amarrarmos o valente que domina as vidas que temos de ganhar. Invadindo fisicamente pondo nossos pés aonde não iríamos normalmente. Sim naqueles lugares feios, naqueles lugares bonitos também, mas envoltos em escuridão e frio. Naqueles lugares de gente tão “feia” e estranha. Naqueles lugares de gente tão bonita, inteligente, mas triste e incapaz de achar o Caminho, apesar de todo o seu conhecimento humano. Naquele lugar de pessoas bem parecidas conosco, mas separadas por um grande abismo: a falta de Deus...
A seguir deixo um video que mostra um pouco do que estou falando para compartilhar contigo esta reflexão e te pergunto:
- Como agiria se fosse seqüestrado e forçado a negar a fé em Jesus?
- Como agiria se fosse preso injustamente sendo acusado com mentiras?
Não sei como eu agiria nesses casos, mas peço a Deus que tenha misericórdia de mim e me forje para o dia mal...
“Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo;” II Cor. 11:25
“Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.” II Cor. 4:16
“Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia; Somos reputados como ovelhas para o matadouro.” Salmo 44:22
Então amado? Começou a refletir? Espero que estas palavras e imagens tenham lhe impactado tanto quanto a mim, e assim constrangidos mas confiantes de que temos a melhor das mensagens prossigamos para o alvo do nosso chamado em Cristo Jesus.
Que Deus te abençoe
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