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O fruto do Espírito - Caráter de Cristo em nós

Publicado em 10/05/2008 00:00:00

Texto(s) base: Efésios 4:13-15 e Gálatas 5:22 e 23

Pastor Castilho
Pastor Castilho
Ef 4:13-15 "Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é o cabeça, Cristo."

A nossa vida deve ser uma imitação da vida de Jesus Cristo. Mas, só através da ação sobrenatural do Espírito Santo é que podemos reproduzir o caráter de Cristo e podermos ser chamados de “cristãos” como os discípulos de Jesus foram chamados na Igreja primitiva (At. 11 : 26 – “Em Antioquia, foram os discípulos, pela primeira vez, chamados cristãos.”)

3 Funções do Espírito Santo:

João 16:8-11 - “Quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo:”, vemos que uma de suas funções é convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo.

Rm 8:11-16 - “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita. Assim, pois, irmãos, somos devedores, não à carne como se constrangidos a viver segundo a carne. Porque, se viverdes segundo a carne, caminhais para a morte; mas, se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis. Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai. O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus.), vemos que é ele que nos capacita para viver a vida cristã.

Jo 16 14 “Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.”), vemos que ele glorifica a Jesus.

Portanto, se permitirmos que ele controle nossa vida, ele produzirá em nós as mesmas qualidades encontradas na vida de Jesus, ou seja, ele o glorificará ao apresentar o seu caráter ao mundo através de nós. É isso que a Bíblia chama de FRUTO DO ESPÍRITO SANTO. Este fruto é a evidência da presença e plenitude do Espírito Santo na vida do crente. (Jo 15:1-16). O Espírito procura produzir o fruto, reproduzindo Cristo no crente. (CL 1:27 – “aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória;”)

Encontramos em Ef 5:18 a ordem de Deus: "Enchei-vos do Espírito", em contraste com "não vos embriagueis com vinho". No Espírito há edificação, santificação, glorificação a Deus. No vinho há obras da carne, devassidão, degradação moral, pecado.

Em Gl 5:16, Paulo exorta os crentes da Galácia a andarem no Espírito, a fim de não serem vencidos pelos desejos da carne.

Característiscas dos crentes carnais (1Co 3: 1,3)

  • Andam segundo a carne e não podem agradar a Deus (Rm 8:8).
  • Não tem amor à palavra de Deus (Jo 14:23)
  • Não tem vida de oração (1 Tes 5 : 17)
  • Não testemunham de Cristo habitualmente (At. 1 : 8)
  • Não pensam nas coisas que são de cima, mas nas que são da terra (Cl 3:2)
  • Não morreram para o pecado (Rm 6:6)
  • Não negaram a si mesmos, nem tomaram sua cruz para seguir a Cristo (Lc 9:23)
  • Não se consagraram a Deus (Rm 12:1-2)
  • Deixaram-se atrair pelo mundo (1Jo 2:15)
  • Não tem a alegria da salvação (Sl 51:12).

O crente carnal produzirá "as obras da carne", enquanto o espiritual produzirá o "fruto do Espírito".

O fruto do Espírito indica a unidade e a coerência da vida no espírito e se apresenta de nove aspectos ou virtudes presentes na pessoa do Senhor Jesus, e que o Espírito Santo procura produzir na vida do crente. (Gl. 5 : 22,23)

1) Amor. É o amor de Deus, na sua forma mais elevada e bela. É o amor altruísta, não egoísta nem egocêntrico, que ama até os inimigos. Deus o derramou em nossos corações, pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm 5:5 - E a esperança não traz confusão, porquanto o amor de Deus está derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado).

Deve ser orientado para Deus e para o próximo (Mar 12:30-31 - Amarás, pois, ao Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes).

O amor é a base de todo relacionamento perfeito no céu e na terra (1Jo 4:7-12 - Amados, amemo-nos uns aos outros, porque a caridade é de Deus; e qualquer que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é caridade. Nisto se manifestou a caridade de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por ele vivamos. Nisto está a caridade: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou seu Filho para propiciação pelos nossos pecados. Amados, se Deus assim nos amou, também nós devemos amar uns aos outros. Ninguém jamais viu a Deus; se nós amamos uns aos outros, Deus está em nós, e em nós é perfeita a sua caridade. Nisto conhecemos que estamos nele, e ele em nós, pois que nos deu do seu Espírito).

2) Alegria. É o profundo regozijo do coração, o verdadeiro gosto de viver, a satisfação no Senhor, independente das circunstancias (Jo 16:22 - Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará).

O crente pode ter momentos de tristeza, mas logo recupera a alegria do coração (Sl 30:5 - Porque a sua ira dura só um momento; no seu favor está a vida; o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã).

Mesmo durante as mais duras provações o crente pode experimentar a alegria (Rm 12:12 - Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração).

3) Paz. É uma atitude de serenidade, calma e força, tranqüilidade e quietude de espírito produzida pelo Espírito Santo, mesmo na adversidade e nas tribulações. Ela deriva de nossa perfeita confiança em Deus, guarda nossos corações da ansiedade (Fl 4:6-7 - Não estejais inquietos por coisa alguma; antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus, pela oração e súplicas, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus).

Vem pela palavra de Deus (Sl 119:165 - Muita paz têm os que amam a tua lei, e para eles não há tropeço).

E nós devemos buscá-la (Sl 34:14 - Aparta-te do mal e faze o bem; procura a paz e segue-a). O filho de Deus pode perder a paz temporariamente, mas ela é logo renovada pelo Espírito Santo, mediante a confissão de pecados, através da oração e pela leitura da palavra de Deus.

4) Longanimidade. É a qualidade dada por Deus de ser paciente, até na provação (Rm 12:12 - alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração).

É melhor que a força (Pv 16:32 - Melhor é o longânimo do que o valente, e o que governa o seu espírito do que o que toma uma cidade).

O crente é exortado a andar com longanimidade (Ef 4:2 - com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor)

E revestir-se de longanimidade (Cl 3:12 - Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade). A irritação, a ira e a vingança são obras da carne, o oposto da longanimidade. Significa paciência para com as pessoas, suas fraquezas, falhas, ignorâncias, demoras e pecados.

5) Benignidade. Está associada à idéia de amabilidade, brandura, compaixão e misericórdia (Ef 4:32 - Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo). Somos exortados a nos revestir de benignidade.

6) Bondade. É a generosidade em ação para com as outras pessoas. A palavra de deus nos exorta: "Sede bondosos uns para com os outros". (Ef 4:32 - Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo). Ter Jesus no coração é o segredo para a verdadeira bondade, produzida pelo Espírito Santo.

7) Fidelidade Significa confiabilidade total, lealdade absoluta. É a qualidade que torna uma pessoa digna de confiança. O crente deve ser fiel a Deus e à sua palavra, bem como ao próximo. O Senhor é fiel (Sl 119:90 - A tua fidelidade estende-se de geração a geração; tu firmaste a terra, e firme permanece).

Ele exorta o crente a ser fiel até a morte (Ap 2:10 - Nada temas das coisas que hás de padecer. Eis que o diabo lançará alguns de vós na prisão, para que sejais tentados; e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até à morte, e dar-te-ei a coroa da vida.). Perder a vida por amor de Jesus: veja Mt 16:25

8) Mansidão. Descreve o caráter em que a força e a brandura estão juntas. Também significa que a humildade, suavidade e gentileza estão presentes. O crente é exortado a andar em toda a humildade e mansidão (Ef 4:1-2 - Rogo-vos, pois, eu, o preso do Senhor, que andeis como é digno da vocação com que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor).

9) Domínio próprio. Significa autocontrole, autodisciplina, temperança e moderação. É a força interior pela qual o crente se controla. Toda a nossa personalidade, mente, emoções e vontade devem ficar sob o domínio de Cristo (Tito 2:6 - Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados.........Quanto aos moços, de igual modo, exorta-os para que, em todas as coisas, sejam criteriosos.). Todo o nosso ser deve ser governado por Deus, se quisermos viver uma vida santa.

Conclusão

A maior característica de uma vida na plenitude do espírito á a manifestação do fruto do Espírito Santo nessa vida. Quando pela fé aceitamos nossa posição em Cristo como estando mortos para o pecado e vivos para Deus (Rm 6:6-11 - Sabendo isto: que o nosso velho homem foi com ele crucificado, para que o corpo do pecado seja desfeito, a fim de que não sirvamos mais ao pecado. Porque aquele que está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos; sabendo que, havendo Cristo ressuscitado dos mortos, já não morre; a morte não mais terá domínio sobre ele. Pois, quanto a ter morrido, de uma vez morreu para o pecado; mas, quanto a viver, vive para Deus. Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus, nosso Senhor.), e nos apresentamos a ele para sermos usados como instrumentos de justiça (Rm 6:12-13 - Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências; nem tampouco apresenteis os vossos membros ao pecado por instrumentos de iniqüidade; mas apresentai-vos a Deus, como vivos dentre mortos, e os vossos membros a Deus, como instrumentos de justiça), então, mediante a plenitude do Espírito, o Cristo ressurreto começa a viver sua vida em nós (Gl 2:20 - Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim).

Que Deus nos ajude a crescer espiritualmente, em direção à plenitude do Espírito e a pro-duzir o fruto do Espírito em nosso viver diário, para que o nome de Jesus seja glorificado.

Autor(a): Pastor Castilho




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