FMI reavalia crescimento da economia brasileira em 2008
Publicado em 26/04/2008 00:00:00
É incontestável o esplêndido crescimento da economia brasileira em 2008. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Brasil apresentará um patamar econômico de 4,8% (aumento de 0,3% em relação à projeção feita pelo fundo em janeiro), e se destacará no cenário global com um crescimento acima da média mundial que deve crescer 3,7% neste ano.
A matéria publicada no site da BBC Brasil, em 09 de abril, destaca que o relatório World Economic Outlook, divulgado pelo FMI, em Washington (EUA), discorre que o órgão reduziu em 0,5 pontos percentuais a previsão de crescimento da riqueza mundial, e, que, em 2009, no entanto, o fundo prevê um ligeiro declínio, em relação a seu levantamento anterior.
O FMI enfatiza que o Brasil e as demais nações latino-americanas estão conseguindo se manter distantes da recessão econômica nos Estados Unidos, exceto o México cuja economia é atrelada à norte-americana, assim como as nações caribenhas que foram abaladas com o declive do setor de construção nos EUA.
O órgão aponta dois fatores que favorecem a estabilidade econômica no Brasil: A conciliação do ritmo de crescimento constante com quedas nas taxas de juros e os altos índices de emprego no território nacional.
Em relação ao crescimento da América do Sul e do país mexicano, o FMI prevê um desacerelamento em 2008 com quedas de 4,3% e 3,6%, respectivamente, para o próximo ano. “O relatório comenta que o crescimento mais modesto na região deverá se dar por conta de fatores como a influência de condições financeiras externas menos favoráveis e do endurecimento das condições monetárias”, enfoca o Portal de notícias.
“De acordo com o fundo, mesmo uma economia latino-americana cada vez mais aberta não deixará de ser ferida por um declínio mundial mais profundo. A combinação de quedas de preços de commodities, um crescimento mais fraco dos mercados externos, a intensificação das dificuldades financeiras de bancos americanos e europeus ativos na América Latina e uma queda nos preços de exportação de commodities terão um peso considerável na dinâmica de crescimento da América Latina”, aponta a matéria.
Apesar disso, o FMI afirma que a região está com uma benévola posição frente ao cenário internacional pelo fato de possuir capacidade de prevenir interrupções de crescimento como as que ocorreram nas crises passadas.
Fonte: BBC Brasil